Quais as diferenças entre inseminação artificial e a fertilização in vitro? Entenda

Hoje em dia, há muitas alternativas para que um casal que esteja enfrentando dificuldades para engravidar realize o sonho de construir uma família. Além da oportunidade da adoção, a medicina reprodutiva avança cada vez mais em técnicas e procedimentos seguros e eficazes no campo da reprodução assistida por meio da manipulação de espermatozoides, óvulos e embriões. Dentre essas técnicas, está a inseminação intrauterina, mais conhecida como inseminação artificial, e a FIV – Fertilização in vitro.

Os nomes já são bastante conhecidos, no entanto, as pessoas ainda possuem dúvidas sobre as semelhanças e diferenças entre esses procedimentos.

Segundo a Dra. Paula Fettback, especialista em reprodução humana, a inseminação artificial é um procedimento de possui baixa complexidade e é realizada para aumentar a capacidade da fertilidade. “Na inseminação, nós não realizamos nenhum procedimento invasivo. Após o preparo, os espermatozoides são preparados para aumentar sua concentração, selecionados e injetados no útero”, explica.

De acordo com a médica, os pacientes que possuem indicação quem opta para a ela inseminação artificial, passam por quatro etapas, iniciando pelo uso de hormônios, que estimulam o processo de ovulação. “Quando a paciente faz estimulo reposição hormonal, o mais indicado é que sejam realizados exames de ultrassonografia para verificar o crescimento dos folículos, que é onde os óvulos se desenvolvem. Após isso, os espermatozoides são coletados e selecionados, a fim de serem utilizados os que estão em melhores condições. Na 4ª etapa, esses espermatozoides são colocados no útero por meio de um cateter e devem seguir até o óvulo da tuba uterina”, explica a Dra. Fettback. Após isso, a partir deste ponto o processo será igual ao de uma gestação natural.

especialista em fertilização
Dra. Paula Fettback

Já a fertilização in vitro (FIV), segundo a médica, é um procedimento de alta complexidade, que consiste em fertilixar os formar embriões por meio da fecundação do óvulo e do espermatozoide dentro do laboratório. “A FIV começa com a estimulação dos ovários, depois há a coleta e fertilização dos óvulos, o crescimento dos embriões e, por fim, a implantação deles no útero através de um cateter que leva o embrião até o fundo do útero (endométrio ) na vagina. Geralmente, a gestação pode ser detectada acontece no no período de 9 a 12 de 10 a 14 dias após esse procedimento. Porém, caso o embrião não seja colocado imediatamente, há a possibilidade do congelamento, que preserva a fertilidade e torna possível o uso deste embrião para uma gestação futura”, destaca a especialista.

Quanto à indicação, a Dra. Paula diz que a inseminação artificial é recomendada para casos de infertilidade menos complexos, como leves alterações no sêmen e nos casos de casais homoafetivos femininos, por exemplo. Enquanto a fertilização in vitro é ideal para mulheres com diagnóstico de endometriose, baixa reserva ovariana, tubas uterinas obstruídas, falhas de tratamentos de menor complexidade, além daquelas que estão acima dos 38//40 s 40 anos de idade.

No caso dos homens, o procedimento é indicado para aqueles que possuem alterações seminais de moderadas a modificações graves no sêmen. “Geralmente, as recomendações são essas, mas é essencial que os pacientes façam uma avaliação detalhada com um especialista em reprodução assistida. É importante destacar que o Conselho Federal de Medicina recomenda permite que a faixa etária máxima para realização da transferência embrionária esses procedimentos seja até os 50 anos de idade, no entanto não existe mais a proibição acima desta idade desde que a paciente seja saudável e bem avaliada. ”, ressalta.

Com relação aos investimentos, a médica diz que a inseminação artificial custa em média de R$ 4 a R$ 6 mil reais. Já a fertilização, varia entre R$ 20 e R$ 30 mil, dependendo da medicação utilizada.

Por fim, a Dra. Paula explica que, em ambos os procedimentos, além de boas condições físicas para engravidar, é necessário que a paciente verifique se possui problemas de pressão alta, diabetes ou tireoide. “As mulheres precisam estar saudáveis clinicamente para iniciarem um tratamento de reprodução. Assim, a gestação tem maiores chances de acontecer de forma segura e tranquila”, conclui a especialista.

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