Dia Nacional de Combate à Sífilis: Urologista adverte sobre o aumento da doença

sífilis

No dia 19 de outubro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Sífilis,  uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum.

Nos últimos anos a doença tem aumentado no país, deixando os médicos preocupados. Em 2021, foram registrados no Brasil mais de 167 mil novos casos de sífilis adquirida, com taxa de detecção de 78,5 casos para cada grupo de 100 mil habitantes; 74 mil casos em gestantes, com taxa de 27,1 para cada 1 mil nascidos vivos; 27 mil ocorrências de sífilis congênita, com taxa de 9,9 em menores de um ano por 1 mil nascidos vivos; e 192 óbitos por sífilis congênita, com taxa de 7,0 por 100 mil nascidos vivos.

Até junho de 2022, foram registrados no país 79.587 casos de sífilis adquirida, 31.090 casos de sífilis em gestantes e 12.014 casos de sífilis congênita. Dados do Ministério da Saúde.

Sintomas da Sífilis

Os primeiros sintomas da doença acontecem com a Sífilis Primária, que é uma lesão rasa única no pênis ou na vulva, uma úlcera sem secreção, que pode durar semanas e desparecer espontaneamente.

“Quando a lesão some entramos no processo de Sífilis Secundária, que não apresenta sintomas genitais, mas pode provocar dores nas articulações e hiperemia (vermelhidão) na pele. Além disso, a enfermidade pode causar febre, emagrecimento, entre outros sintomas”, ensina o doutor Danilo Galante.

O tratamento é feito à base de penicilina benzotina (Benzetacil) com aumento de doses conforme a Sífilis avança.

O médico alerta que a incidência de Sífilis aumentou com o controle do HIV mais efetivo. “O PREP é um tratamento que previne muito o HIV. Com isso, muita gente deixou de usar o preservativo e começou a contrair outras DSTs”, alerta ele.

O especialista ainda afirma que não considera que o Ministério da Saúde esteja fazendo um trabalho eficaz no que se refere à prevenção da doença. “Muito pelo contrário, tivemos um aumento expressivo de Sífilis e DSTs nos últimos anos”, advertiu.

A Sífilis Congênita, adquirida inicialmente pela mãe e que passa para o seu filho (a) uma vez que não recebeu tratamento, pode afetar a visão, a audição, e em alguns casos levar à cegueira ou surdez, além de atraso no desenvolvimento da criança.

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